domingo, dezembro 5, 2021
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VÍDEO: em passagem por Recife, Lula diz que não manterá diálogo com militares e enfatiza que só vai procurá-los se for eleito em 2022

Pré-candidato à Presidência, Lula desembarcou no Recife no domingo (15) para uma série de agendas com lideranças pernambucanas.

Durante a coletiva de imprensa que concedeu nesta segunda-feira (16) no Recife, o ex-presidente Lula fez uma análise da relação entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e as Forças Armadas. O petista disse considerar a postura do seu possível adversário nas urnas em 2022 como um desprestígio aos militares, ao nomear uma série de militares a cargos públicos.

“Hoje tem mais militar no governo do que durante os 23 anos de regime militar. Agora isso só tem porque o Bolsonaro é medroso. Porque ele não tem relação com a sociedade civil. A sociedade civil com que ele se relacionava era com milicianos. E parece que é uma coisa de toda a família”, afirmou o ex-presidente.

Roberto Stuckert Filho/Divulgação
Lula visitou assentamento do MST em Moreno, na Região Metropolitana do Recife 

O petista se mostrou favorável à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da deputada federal Perpétua, em tramitação na Câmara dos Deputados, que proíbe a nomeação de militares da ativa a cargos civis da administração pública.

As Forças Armadas existem para garantir a soberania nacional com possíveis inimigos internos. Ela tem que tomar conta das nossas fronteiras terrestres, ela tem que tomar conta das nossas fronteiras marítimas, ela tem que tomar conta do nosso espaço aéreo e ela precisa proteger o povo brasileiro. é isso que ela tem que fazer, e não se meter em política. Se quiser se meter na política, tire a farda, vai virar um cidadão comum e pode ser candidato a qualquer coisa”, afirmou o petista.

O petista afirmou ainda que não teve problema com os militares durante os seus oito anos de mandato, e que não cultiva relação com eles atualmente, porque não tem essa prerrogativa. “Não há porquê conversar com os militares, não há porquê conversar com o Ministério Público, não há porquê conversar com a Polícia Federal. Eles são instituições do Estado, eles têm funções a cumprir e eles têm respeitar o regulamento e a Constituição. É isso. Quando eu ganhar, eu vou conversar porque aí vou ser chefe deles e vou dizer o que eu penso e qual é o papel deles”, disse.

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