domingo, setembro 26, 2021
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Com medidas de isolamento, economia brasileira teve recorde de desemprego em 2020

Os impactos negativos da pandemia do coronavírus sobre o mercado de trabalho levaram 20 estados brasileiros a registrarem recorde da taxa média de desemprego em 2020. É o que apontam os dados divulgados nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa média de desocupação brasileira, em 2020, foi recorde com 20 estados acompanhando a média nacional, que aumentou de 11,9%, em 2019, para 13,5% no ano passado, a maior da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012.

Os resultados regionais acompanharam a média nacional. Conforme divulgado pelo IBGE na última semana de fevereiro, a taxa média anual de desemprego do país em 2020 foi de 13,5%, a maior de toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

As maiores taxas foram registradas em estados do Nordeste e as menores, no Sul. Somente em sete estados a taxa de desemprego média do ano não bateu recorde. São eles: Pará, Amapá, Tocantins, Piauí, Pernambuco, Espírito Santo, e Santa Catarina.

Em um ano, de isolamentos, a população ocupada reduziu 7,3 milhões de pessoas no país, chegando ao menor número da série anual (86,1 milhões). Com isto, pela primeira vez, menos da metade da população em idade para trabalhar estava ocupada no país. Em 2020, o nível de ocupação foi de 49,4%. O nível de ocupação ficou abaixo de 50% em 15 estados, sendo todos do Nordeste, cinco do Norte e o Rio de Janeiro.

Desemprego maior entre mulheres, jovens e pretos e pardos

No último trimestre de 2020, o desemprego atingia mais as mulheres, os jovens e os pretos e pardos, segundo o IBGE.

A taxa de desemprego entre os homens foi de 11,9%, enquanto entre as mulheres ela chegou a 16,4% – uma diferença de 4,5 pontos percentuais (p.p.) – e ficou acima da média nacional.

Entre as pessoas autodeclaradas pretas, a taxa foi de 17,2%, enquanto a dos pardos foi de 15,8%, ambas acima da média nacional. Já entre os brancos a taxa foi de 11,5%.

Ao analisar a população desempregada por faixa etária, o IBGE identificou que a taxa foi maior entre os mais jovens. Para o grupo de 14 a 17 anos de idade, ela foi de 42,7%, para o de 18 a 24 anos, de 29,8%, e para o de 25 a 39 anos, de 13,9%.

O desemprego também foi maior entre as pessoas com ensino médio incompleto, cuja taxa de desemprego foi de 23,7%, superior à dos demais níveis de instrução. Entre pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi estimada em 16,9%, mais que o dobro da verificada entre aqueles com nível superior completo, de 6,9%.

Queda da ocupação de Rondônia aumentou em 34,8% em 2020

 

Em Rondônia a PNAD Contínua, referente ao terceiro trimestre de 2020, apontou, para o estado uma variação na taxa de desocupação de 3,2% em relação ao 3º trimestre de 2019, passando de 8,2% para 11,4%. Em comparação ao segundo trimestre deste ano, a variação foi de 0,8%. No ranking nacional de desocupação, Rondônia ocupa a sexta posição, ficando atrás de Santa Catarina (6,6%), Mato Grosso (9,9%), Paraná (10,2%), Rio Grande do Sul (10,3%) e Pará (10,9%).

Em números absolutos, no terceiro trimestre de 2019, havia 72 mil desocupados em todo o estado. Já no mesmo período deste ano, havia 92 mil desocupados. Entre o segundo e terceiro trimestre de 2020, o aumento de desocupados foi de cinco mil pessoas. Das 712 mil pessoas ocupadas em Rondônia no terceiro trimestre deste ano, 59,1% eram empregados (421 mil trabalhadores), 33,1% (236 mil) eram trabalhadores por conta própria, 5,2% (37 mil) estavam no grupo de trabalhador familiar auxiliar e 2,5% (18 mil) eram empregadores.

Rondônia é a quarta Unidade da Federação com maior proporção de trabalhadores por conta própria. Dos 421 mil empregados, 275 mil trabalharam no setor privado, sendo 74,9% com carteira assinada; 32 mil eram trabalhadores domésticos, sendo que 62,5% não tinham registro em carteira, e 114 mil trabalharam no setor público.

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